PM envolvido em homicídio perde o cargo e é condenado a 35 anos de reclusão

Por Cadaminuto em 16/11/2022 às 19:32:48

Fórum de Maceió / Foto: Caio Loureiro

Os réus Artur Rangoussis Brêda e Leonardo Wagnner Gomes de Souza acusados dos homicídios de José Cícero da Silva Júnior e Alex Paulo da Silva Guedes, ocorridos em 2020, na Capital, foram condenados pelo Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri de Maceió. O julgamento foi realizado na última segunda (14), no Fórum do Barro Duro.

A assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) informou que Artur Rangoussis foi condenado a 46 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão. Já o réu Leonardo Wagnner recebeu a pena de 35 anos e três meses de reclusão. Leonardo, que era policial militar, teve a perda do cargo declarada.

"Considerando que os presentes crimes foram extremamente graves, entendo que estão configurados atos absolutamente incompatíveis com o cargo de policial militar ocupado pelo réu, razão pela qual deve ser declarada a perda do cargo", afirmou o juiz Geraldo Cavalcante Amorim, que conduziu o julgamento.

Ainda segundo o magistrado, os crimes foram cometidos com "extrema audácia, em plena via pública, em horário habitual de repouso noturno, quando, via de regra, não existem testemunhas na rua".

Para o juiz, os réus agiram com culpabilidade reprovável, pois premeditaram os crimes, "como se tivessem o poder de decidir que as vítimas deveriam morrer, algo absolutamente ilegítimo no Estado Democrático de Direito".

As penas deverão ser cumpridas em regime inicialmente fechado. Os réus não poderão apelar em liberdade. O julgamento integrou programação do Mês Nacional do Júri.

O caso

Os homicídios ocorreram em fevereiro de 2020, na Grota do Canaã, em Maceió. José Cícero e Alex Paulo foram abordados pelos réus, que efetuaram disparos de arma de fogo contra as vítimas.

De acordo com os autos, as mortes teriam ocorrido por retaliação. Artur Rangoussis queria vingar o homicídio do irmão, que teria envolvimento de Alex Paulo e José Cícero, segundo acreditava.

*Com assessoria

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