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Polícia

Caso Marcelo Leite: PM é preso após denúncia de descumprir medidas e sair para festas

Theo Chaves/TNH1
Theo Chaves/TNH1

Jilfran Santos Batista, um dos três policiais que virou réu pela morte do empresário Marcelo Leite, foi preso preventivamente após pedido do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e expedição de mandado da 5ª Vara Criminal da Comarca de Arapiraca. O acusado se apresentou às 20h dessa terça-feira, 21, e vai passar por audiência de custódia no início da tarde desta quarta, 22. O militar está recluso na sede do 3º Batalhão da PM.

Conforme o que foi passado pelo MPAL, na última segunda, a família do empresário denunciou que Jilfran estaria descumprindo as medidas cautelares impostas pela Justiça. O órgão justificou o pedido citando que o policial teria desobedecido por várias vez as determinações, comparecendo em shows e eventos.

A Justiça de Alagoas revogou a liberdade provisória e decretou a prisão preventiva dele nessa terça. "A prisão preventiva também se faz imprescindível em razão do descumprimento de medida cautelar que lhe havia sido concedida, mais precisamente a proibição de se ausentar da comarca por mais de 8 dias sem autorização do juízo, tendo em vista que deixou de comparecer à audiência de instrução, oportunidade em que foi informado pela defesa que o paciente estava no Rio de Janeiro em decorrência de um emprego", mostrou trecho da decisão do Poder Judiciário.

Marcelo Leite foi atingindo por um tiro de fuzil durante uma abordagem policial, em Arapiraca, no dia 14 de novembro de 2022. O disparo foi efetuado por um militar do 3º Batalhão da PM. A vítima morreu no dia 05 de dezembro do mesmo ano, em um hospital em São Paulo para onde foi transferido.

O que diz a defesa do PM - Ao TNH1, o advogado Napoleão Júnior, que está à frente da defesa do policial, criticou o pedido do MP-AL e disse que Jilfran estava em um evento de igreja.

"O pedido do MP é contrário à realidade dos autos. O PM não descumpriu medida imposta, ele estava dentro do horário previsto como regular e num evento da igreja, comprovamos isso através de um petição que apresentamos. Esse comportamento inadequado vem se reiterando pelo Ministério Público desde a primeira parte da audiência de instrução. Fica claro que o que buscam não é o direto nem a justiça querem justiçamento, ainda que custe passar por cima das regras do jogo, isto é, sem olhar para o que diz a lei e os autos. O Ministério Público possui papel de fiscal da lei e não o contrário disso. Querem a prisão dos PM"s como espécie de ilusão de justiça imediata instantânea e isso fica evidenciado numa petição de iniciativa da assistência da acusação e corroborada infelizmente pelo promotor. Agora nos resta aguardar que o juíz observe isso e mantenha o PM em liberdade na forma já estabelecida pelo juízo", disse o advogado.

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