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Agentes socioeducativos denunciam comida servida por empresa terceirizada: 'Nem os animais merecem comer'

Por Redação em 01/03/2023 às 11:18:30

A Associação dos Agentes Socioeducativo do Estado de Alagoas, esteve presente na Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese) e, na secretaria de prevenção a violência (Seprev), levando a situação da má qualidade da comida que é distribuída para os trabalhadores e para os internos.

As refeições são ofertadas por uma empresa terceirizada privada contratada desde gestões passadas, através de processo de licitação. Os agentes relatam que esse é um caso rotineiro que há anos vem afligindo os pais de família que trabalham no sistema sistema socioeducativo.

Um desses agentes pediu para não ser identificado e afirma que até insetos já foram encontrados nas quentinhas distribuídas.

"A comida sempre vem repetidamente calabresa na maioria da vezes, grande quantidade de quentinhas com a calabresa mal passada, a noite, sempre salsicha, salsicha com cuscuz, salsicha com macaxeira, fora os insetos que já foram encontrados nas quentinhas, garrafas de sucos e café".

Os representantes da categoria levaram o caso para o superintendente e para o representante da pasta. Ambos explicaram que a cozinha é privada e que existe um contrato de licitação. Eles afirmam que quando assumiram, essa empresa já estava operando no sistema socioeducativo, porém, prometeram fazer um apelo para que os responsáveis da empresa melhorem a qualidade da comida.

No entanto, os inúmeros trabalhadores continuam pressionando os representantes, o governo e o Ministério Público do Estado para que a situação seja resolvida e ocorra a troca de empresa.

"Não somos animais, aliás, nem os animais merecem comer uma comida que há anos comemos, queremos providências já!", relatou um trabalhador.

A Associação diz que o caso da má qualidade da comida é um ponto que há anos os servidores batem na tecla e que não é justo os trabalhadores ofertarem um serviço com grande eficiência e receberem uma alimentação de péssima qualidade, uma vez que isso fere o princípio da dignidade humana, previsto na Constituição brasileira.


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