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Dois envolvidos na morte de sargento da PM são indiciados por latrocínio; outros dois suspeitos estão sob investigação

Por Henrique Dias em 23/01/2023 às 21:46:40

Alexandro Farias de Barros, de 50 anos, / Foto: Divulgação

Ao concluir o inquérito sobre a morte do sargento da Polícia Militar Alexandro de Farias Barros Santos, assassinado na noite do dia 04 de janeiro, no Conjunto José da Silva Peixoto, no bairro do Jacintinho, parte alta de Maceió, a Polícia Civil indiciou dois suspeitos de participação no crime pelo crime de Latrocínio.

Os dois suspeitos estão presos e confessaram envolvimento no crime. Um terceiro suspeito morreu em confronto com a polícia e outros dos estão sob investigação.

Em depoimento à polícia, os dois presos relataram que foram cooptados para roubar um veículo e que o suspeito morto no confronto com os policias teria sido a pessoa que os chamou para praticar tal crime.

O crime

O sargento Alexandro de Farias Barros Santos, de 50 anos, estava trabalhando como motorista de transporte por aplicativo no momento em que foi assassinado por ao menos dois homens, que teriam se apresentado como passageiros. O caso foi registrado no bairro do Jacintinho, em Maceió.

O delegado Arthur César foi designado como responsável pelas investigações do homicídio.

Segundo as investigações, dois homens teriam roubado o veículo de passeio da vítima e, durante a fuga, atiraram contra o militar, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

O primeiro suspeito envolvido foi um taxista, de 38 anos. Ele disse em depoimento que foi chamado por um vizinho para praticar um assalto e roubar um carro. Segundo ele, foi combinado que ele levaria os criminosos até o bairro do Poço, para que eles procurassem um carro, Ele os deixaria no local e receberia R$ 200 pela corrida.

Um outro envolvido, de 27 anos, disse que conheceu o líder do grupo no presídio, ainda em 2015 e que eles saíram para roubar carros e motos, pois ganhariam R$ 1 mil por cada carro e R$ 500 por cada moto. O homem disse ainda que abordaram o carro de Alexandro de Farias, mas não sabiam que ele era policial.

Ainda segundo o suspeito, o militar pôs a mão na pistola e eles efetuaram o disparo para impedir que ele atirasse contra eles.

Ao todo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), cinco pessoas são suspeitas de participação no crime.

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