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Presidente do Conselho Regional de Farmácia alerta sobre uso de medicamentos para emagrecer e possíveis efeitos colaterais

Por Cadaminuto em 20/01/2023 às 06:26:07

Presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Daniel Fortes / Foto: Assessoria

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Semaglutida é uma substância recomendada para pessoas com sobrepeso ou obesidade, que ajuda no processo de perda de peso ao diminuir o apetite.

Principalmente neste período de início de ano, é comum que muitas pessoas tenham como meta o emagrecimento rápido. No entanto, é necessário ter cautela ao usar medicamentos que prometem uma transformação rápida.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) e o Instituto Datafolha, 24% dos brasileiros já usaram alguma substância para emagrecer. O chá é a forma mais comum e já foi usada por 19% dos entrevistados. Já os suplementos alimentares por 9%, os fitoterápicos também por 9% e, por último, os medicamentos alopáticos, escolhidos por 6%.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Daniel Fortes, explica que a Semaglutida tem estrutura muito parecida com o hormônio que é produzido no intestino humano: "Esse hormônio tem a função de estimular a liberação da insulina pelo pâncreas, que faz com que a glicose corrente no sangue diminua. Além disso, ela diminui também a produção de glicose pelo fígado, fazendo, assim, que o organismo utilize mais a glicose inferida durante a alimentação".

Além disso, o medicamento se comunica, também, com a região do cérebro responsável pela sensação de saciedade, reduzindo o apetite e contribuindo para que o indivíduo perca peso.


Recomendação profissional

Daniel alerta que o uso deve ser moderado e sob recomendação de um profissional: "Embora seja uma substância com uso terapêutico seguro, a Semaglutida apresenta alguns efeitos colaterais adversos, o mais comum como enjoos, vômitos, podendo causar diarreia e constipação".

Já nos quadros mais graves, a substância pode provocar cálculos biliares e também lesões pancreáticas.

"De toda forma, é uma substância que deve ser usada com moderação e sob vigilância médica, uma vez que ela pode estimular a liberação de insulina pelo pâncreas, sobrecarregar e comprometer a função deste órgão", avaliou o farmacêutico.


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