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Viúva de Erasmo Carlos faz desabafo após morte do cantor: "Quem morreu fui eu"

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Fernanda Aristides, viúva de Erasmo Carlos, está usando as redes sociais para fazer desabafos após a morte do cantor, que partiu aos 81 anos. Nesta quarta-feira, 23, ela fez duas publicações expondo sua dor. Na primeira, postada durante a madrugada, ela declarou: “Você transcendeu, quem morreu fui eu! Eu pedi tanto, eu implorei, implorei a Deus, aos seus médicos, apelei… Vido [apelido que deu a Erasmo], não era sua hora, você não quis ir embora, e Deus não te tirou de mim, foi uma doença, foi coisa da vida, e a gente sabe que em alguns momentos a vida é uma bela merda. Eu vi você se esvaindo por entre meus braços, e eu vi você com sede de viver, com sede de viver comigo! Você vivia por mim! Foram 12 anos de encontro. Sempre te amei com pressa, com desespero, com dor, com sangue, com lágrimas, meu amor é feroz! Preparei a casa para você voltar. Lavei as roupas, lavei as roupas de cama, e com isso perdi seu cheirinho. Amor, logo o cheirinho! Logo eu que não posso viver sem seu cheirinho! Eu me desesperei procurando onde eu poderia encontrar seu hálito, seu suor, o cheiro dos seus cabelos… Vido, você esperou por mim 69 anos… espera mais um pouquinho! A gente vai se encontrar”.

Nesta manhã, Fernanda fez outro post para Erasmo. “Acordei e você não estava aqui, eu renovei a assinatura do jornal para você na semana passada… hoje ele chegou com você na capa”, começou escrevendo. “Vido, está doendo tanto! Você nunca reprimiu as minhas dores, sempre disse que eu podia chorar, sofrer… eu não entendia, achava que você não estava se importando, mas eu notei que você estava me permitindo crescer, você estava ali garantindo a minha segurança, por perto para que eu rompesse a casca do ovo sozinha, mas preparado para intervir caso eu me machucasse.” A viúva do “Tremendão” contou que após a morte do parceiro passou a cuidar de tudo sozinha: “Você está cuidando daí e eu daqui. Você sempre disse: trabalho com produção, as coisas são rápidas, diretas! Estou fazendo a produção direito, amor? Estou? Liguei para quem você queria? Confortei seus amigos? Seus filhos? Seus netos? Seus fãs? Eu sei que se eu falar chorando você não entende… eu não estou chorando mais, amor, eu não vou falar chorando para que todos possam ouvir, para que você me ouça. Você dizia que gostava da melancolia que eu trazia no olhar, mas que eu sorria com os olhos. Vido, como eu vou sorrir? A melancolia tomou conta, o sorriso se afogou da dor, nas lágrimas, no pesar”.

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