Mais de dez milhões de vacinas contra Covid-19 estão prestes a expirar no Peru

Por Henrique Dias em 17/08/2022 às 01:26:08

Mais de 10,8 milhões de vacinas contra a Covid-19 correm o risco de expirar nos próximos meses no Peru, após o aumento da quantidade de doses acumuladas nos armazéns e uma aparente desaceleração na sua distribuição, segundo alertou nesta terça-feira, 16, a Controladoria Geral da República. Até 30 de junho, havia 11,2 milhões de vacinas no Centro Nacional de Abastecimento de Recursos Estratégicos em Saúde (Cenares) do Ministério da Saúde, das quais 96,5% têm prazo de validade que “pode ​​causar prejuízo econômico ao Estado”, disse a Controladoria. As mais de 11,2 milhões de doses estão avaliadas em 921,5 milhões de soles (cerca de R$ 1,22 bilhão). De acordo com um relatório oficial, um total de 1.475.000 doses pediátricas da Pfizer expiram em setembro, outras 3.311.000 vacinas para adultos da mesma farmacêutica perdem a validade em outubro, enquanto 2.597.000 vacinas da Moderna expiram em novembro e outro lote de 3.506.000 doses caduca no início de dezembro. No primeiro semestre, a disponibilidade de vacinas ficou acima do ritmo de distribuição, tendo em vista que a média de armazenamento foi de 5,8 milhões de doses e a distribuição de 4,9 milhões de vacinas.

No entanto, no último mês de junho houve um aumento de 89,9% das vacinas disponíveis, o que também elevou o custo total de armazenamento em 99%, para mais de 921,5 milhões de soles (cerca de R$ 1,22 bilhão). A Controladoria também relatou uma desaceleração na aplicação de vacinas em crianças entre 5 e 11 anos e nas maiores de 12 anos, segundo o Repositório Único Nacional de Informações Sanitárias (Reunis) do Ministério da Saúde. Até agora, o Peru imunizou 20 milhões de habitantes com a terceira dose, que representa 70% da população, e aplicou um total de 81 milhões de doses para combater a pandemia. Como país com maior taxa de mortalidade por Covid-19 no mundo, cerca de quatro milhões de habitantes foram infectados pelo vírus e 215.028 pessoas morreram nos últimos dois anos.

*Com informações da EFE

Fonte: Jovem Pan

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