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Economia

Dólar cai com debate para aprovação da MP da Eletrobras; Ibovespa sobe

Por Henrique Dias 21/06/2021 às 17:54:01

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam no campo positivo nesta segunda-feira, 21, em meio aos debates sobre a aprovação da Medida Provisória (MP) que permite a capitalização da Eletrobras na Câmara. Os deputados voltaram a debater o tema após a aprovação do texto com mudanças pelo Senado. A MP deve ser votada até amanhã para não perder a validade. No cenário internacional, os mercados operam em alta, recuperando parte das perdas registradas na semana passada com o anúncio de antecipação da alta dos juros nos Estados Unidos para 2023. O dólar fechou o dia com queda de 0,91%, a R$ 5,023. O câmbio chegou a máxima de R$ 5,082, enquanto a mínima não passou de R$ 5,017. A divisa encerrou a sexta-feira, 18, com alta de 0,92%, cotada a R$ 5,068. Seguindo o bom humor das Bolsas internacionais e impulsionado pela alta do petróleo, o Ibovespa, referência da B3, fechou com alta de 0,67%, aos 129.264 pontos. O último pregão da semana passada fechou com o avanço de 0,48%, aos 128.405 pontos.

A Câmara volta a debater a MP da Eletrobras após o texto ter sido aprovado pelos senadores com o acréscimo de itens. Os deputados precisam analisar 28 emendas acrescentadas pelo Senado antes de mandar a MP para assinatura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O relator na Câmara, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), recomendou a rejeição de cinco emendas, a aprovação de 21 e a aprovação parcial de duas. Membros da oposição buscaram obstruir a votação, mas a maioria acatou pela continuidade dos debates. Ainda no cenário doméstico, analistas do mercado financeiro revisaram novamente para cima as expectativas para a inflação, Produto Interno Bruto (PIB) e Selic, enquanto renovaram para baixo a projeção do câmbio. Dados do Boletim Focus mostraram que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o medidor oficial da inflação brasileira, aumentou para 5,9%, ante 5,82% na semana passada. Já a expansão da economia foi revista para 5% em 2021, contra previsão de 4,85% na edição anterior. A previsão com a Selic, a principal ferramenta do Banco Central para domar a inflação, subiu para 6,5% uma semana depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) acrescentar 0,75 ponto percentual na taxa e elevar os juros para 4,25% ao ano. O câmbio foi revisado para baixo, com o mercado projetando o dólar a R$ 5,10 no fim de 2021.

Na pauta internacional, os mercados ainda reagem com cautela ao anúncio do Federal Reserve (Fed), a autoridade monetária norte-americana, de antecipar a alta dos juros para 2023. Até março, o aumento era esperado apenas para o ano seguinte em meio ao processo de recuperação da economia e a retomada do emprego. O BC dos EUA também se mostrou mais preocupado com a inflação ao elevar a expectativa para este ano a 3,4%, ante 2,4% previsto em março. Os investidores temem que a redução da política de estímulos reflita na redução do crescimento da maior economia do mundo e diminua a injeção de dólares nos mercados internacionais.

Fonte: Banda B

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