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Economia

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Seremos neutros na emissão de carbono até 2050, diz presidente global da Latam

Por Henrique Dias 05/05/2021 às 15:36:03
Roberto Alvo disse que o grupo não se contentará em comprar bônus de carbono e que terá um papel mais ativo na queda das emissões O presidente global da Latam, Roberto Alvo, anunciou nesta quarta-feira (5) diversas metas do grupo na direção de uma aviação mais sustentável. A principal delas é a promessa de ser carbono neutro até 2050. “Essas metas de longo prazo dependem de muitas soluções não disponíveis hoje”, ponderou, destacando que não existe, hoje, uma forma de propulsão que não emite CO2.

Ele disse ainda que a produção de combustíveis sustentáveis ainda é um desafio no mundo. Alvo participou, na tarde desta quarta-feira, de evento com jornalistas da América Latina. “Como Latam não estamos dispostos a esperar”, disse. Ele defendeu ainda que o grupo não se contentará em comprar bônus de carbono e que terá um papel mais ativo na queda das emissões.

A empresa tem meta de ter um crescimento neutro em carbono com base em 2019, compensando 50% das emissões de voos domésticos até 2030. As metas são um primeiro passo para ser carbono neutro até 2050.

O grupo disse também que pretende eliminar, até 2023, todos os plásticos de uso único a bordo – entre copos e sacolas.

Alvo reconheceu que o setor aéreo passa por uma grave crise global, mas disse que, ainda assim, é uma oportunidade para se olhar para dentro do negócio. “A crise e a dificuldade que vivemos não é desculpa para não pensar radicalmente o que precisamos fazer hoje. Estamos decididos que temos de dar esse passo agora”, disse o executivo.

Jerome Cadier, presidente da LATAM.

Silvia Costanti / Valor

700 toneladas de plástico a menos

O presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier, afirmou que a empresa passará a retirar o plástico de uso único das suas operações no Brasil. Com a ação, a empresa projeta deixar de produzir 700 toneladas de plástico todos os anos por aqui.

“A principal mudança virá na economia circular, que logo vai trazer mudanças na operação”, disse Cadier, durante o evento de sustentabilidade realizado na tarde desta quarta.

O grupo pretende substituir os plásticos de uso único por matérias mais sustentáveis. A ideia é usar embalagens de origem vegetal ou tecido.

“Considerando que a maior parte da Amazônia está no Brasil, estamos interessados na sua preservação”, acrescentou o executivo.

Ele destacou também que o país tem um enorme potencial na produção de biocombustíveis e que isso pode ajudar o setor aéreo na empreitada por fontes menos poluentes de energia. A estratégia de sustentabilidade para os próximos 30 anos do grupo contempla quatro pilares de trabalho: gestão ambiental, mudanças climáticas, economia circular e valor compartilhado.

As linhas de ação foram elaboradas de forma colaborativa com especialistas e organizações ambientais de todo o continente e implica em um investimento de cerca de US$ 100 milhões em 10 anos.

Fonte: Valor Invest

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