30/07/2020 às 18h02min - Atualizada em 30/07/2020 às 18h02min

Tenente-coronel Rocha Lima tem liminar negada pela Justiça

Da Redação

A situação não está fácil para o ex-comandante do 8º Batalhão, tenente-coronel Rocha Lima. Depois de ser preso no último dia 22, nesta quinta-feira (30) ele teve o pedido de liminar negado pelo desembargador João Luiz de Azevedo Lessa, do Tribunal de Justiça de Alagoas.

O desembargador solicitou ainda informações adicionais ao juízo de primeiro grau sobre a prisão preventiva do militar e deve se manifestar novamente após o envio de informações do Juízo, bem como posteriormente à manifestação da Procuradoria Geral de Justiça. O juiz de primeiro grau tem 72 horas para se manifestar.

A defesa do militar alegava que não havia motivo de prisão, tendo em vista que, além de não ter relação com o crime, Rocha Lima não estaria interferindo nas investigações e ainda tinha trabalho e endereço fixo.

Os argumentos não convenceram o desembargador, que argumentou na negativa da liminar "a necessidade de acautelamento processual é consubstanciada na gravidade em concreto do crime imputado, verificada pelos elementos trazidos pelo Relatório Final do Inquérito Policial, sobretudo por envolver agente público do alto oficialato da Polícia Militar do Estado de Alagoas, a qual tem como missão prevenir e combater a criminalidade".

O desembargador cita ainda, em sua decisão, um trecho do inquérito policial feito pela equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde diz que "há indícios de que ele forneceu as munições para o cometimento do homicídio, uma vez que ele foi Comandante do BPE (Batalhão de Policiamento de Eventos) e do 4º BPM, locais que receberam munições com lote BLK 43 calibre .40".

O militar foi indiciado pela Polícia Civil por envolvimento no assassinato de Luciano de Albuquerque Cavalcante, crime praticado no ano passado, no Village Campestre. Rocha Lima está recolhido ao Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (RP).

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