30/07/2020 às 14h04min - Atualizada em 30/07/2020 às 14h04min

Novo superintendente da PF em Alagoas vai agilizar investigações contra ex-prefeitos, deputados e Renan Filho

Redação
A direção geral da Polícia Federal (PF), deu início a novas mudanças nos cargos de superintendentes regionais.

Vários Estados já conhecem os novos comandantes de suas superintendências, entre eles, Alagoas.

O delegado Agnaldo Mendonça Alves, retornou para o estado, substituindo o também delegado federal João Vianey Xavier Filho, no cargo desde novembro do ano passado.

Agnaldo Alves foi o delegado que comandou a “Operação Malacafa” em 2018, que desarticulou um esquema criminoso em Maceió, e nos municípios de Batalha e Jacaré dos Homens, no Sertão de Alagoas, que desviou dinheiro da Assembleia Legislativa Estadual de Alagoas, através de amigos e parentes de deputados estaduais que eram colocados na folha de pagamento da ALE, sem que trabalhassem, causando um prejuízo superior a R$ 150 mil Reais. Endereços de vereadores sertanejos ligados a parlamentares foram alvos das buscas.

Com o resultado das investigações foram indiciados os deputados Edval Gaia (PSDB), Severino Pessoa (PSC), Thaíse Guedes (PTB) e o ex-deputado estadual Dudu Albuquerque (PRTB), em 2017. 

Agnaldo Alves já está ciente da continuidade de várias investigações contra autoridades alagoanas, entre elas a da Secretaria Estadual da Saúde (SESAU), onde a PF desarticulou um milionário esquema criminoso que deu um prejuízo superior de R$ 250 milhões e contra o governador Renan Filho (MDB), intimado a depor pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na investigação que apura o recebimento de propina na campanha de 2014, que teria chegado ao MDB de Alagoas "por meio de notas fraudulentas" da empresa GPS Comunicação, que é de propriedade do marqueteiro pessoal de Renan Filho, Carlos Adriano Gehres. Outra caso que terá continuidade na nova gestão de Agnaldo Alves é o aprofundamento das investigações com as oitivas de outros envolvidos no esquema que em 17 dias desviou cerca de R$ 6 milhões do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento de Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), na cidade sertaneja de São José da Tapera, onde a PF prendeu o ex-prefeito Jarbas Ricardo, acusado de montar o esquema criminoso. Agentes federais já conseguiram provas que além desse prejuízo, a quadrilha liderada pelo ex-prefeito criou núcleos especializados em crimes contra o erário público, que vão desde a fraudes fiscais, compras de votos e compras superfaturadas.
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