29/06/2020 às 17h50min - Atualizada em 29/06/2020 às 17h50min

Governador atrasa renovação de horas extras de policiais penais, que não tem como garantir segurança de reeducandos

Assessoria Sindapen/AL
Policiais penais denunciam que sistema prisional pode enfrentar colapso
Policiais penais em Alagoas estão preocupados com a inércia do Governo do Estado de não renovar – em tempo hábil – a autorização para o pagamento das horas extras da categoria, referente aos próximos seis meses.

O aditivo, imposto pelo Estado diante de sua demora em realizar um concurso público, veio através de um decreto assinado pelo governador, que permite que 40% do efetivo trabalhe em regime de horas extras nas unidades prisionais. 

O pagamento, conforme recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), atende – mesmo de forma precária – a preocupante situação do baixo efetivo de policiais penais no Estado. Atualmente o sistema prisional alagoano conta com cerca de 600 policiais penais concursados, onde o essencial seria o dobro. 

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Alagoas, Petrônio Lima, não descarta um colapso na área da segurança interna dos presídios.

“Temos um número de policiais penais muito abaixo das verdadeiras necessidades e esse pagamento, que é apenas um paliativo, pode deixar de ser pago. O governo, estranhamente, não demonstra interesse em renova-lo. O prazo se encerra nesta terça-feira (30) e o processo já deveria – como aconteceu em anos anteriores – está adiantado. Sem esse adicional não teremos condições de garantir o mínimo necessário de segurança para a população carcerária. O governador sabe disso e sabe também que somos necessários para garantir a ordem e a paz dentro do sistema prisional”, afirmou o líder da categoria.

Petrônio enfatizou ainda so esforço sobre-humano que a categoria vem atravessando para trabalhar nos presídios alagoanos.

“Essas horas extras garantem que possamos nos desdobrar de forma sobre-humana e sem ela não seremos loucos em diminuir a segurança para cinco policiais, em cada plantão, para tomar conta de mil presos durante um banho de sol. É desumano e ameaçador o que o governo está querendo fazer com a categoria”, desabafou o presidente do Sindicato dos Policiais Penais.
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