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Estudo da Fiocruz aponta efetividade da vacinação em massa contra covid-19

Por Henrique Dias 18/09/2021 às 13:25:47
As estimativas de efetividade na prevenção de mortes foram mais altas entre os adultos com idades entre 20 e 39 anos vacinados com o imunizante AstraZeneca, com 97,9%. Estudo elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre a efetividade da vacinação no Brasil aponta que a população foi beneficiada pelo plano de vacinação contra o vírus Sars-CoV-2 na prevenção de casos graves e óbitos por covid-19, apesar de variação da efetividade de acordo com a faixa etária analisada.

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A análise, que também incluiu vacinados com a primeira dose da Pfizer, foi realizada entre 17 de janeiro e 19 de julho de 2021, um total de seis meses, em que houve predominância da variante gamma - em algumas cidades, a exemplo de São Paulo, a delta atualmente é a predominante. O estudo avaliou mais de 66 milhões de registros e está sob forma "preprint" (quando ainda não foi revisado por outros pesquisadores).

Os resultados indicam uma diminuição da efetividade com o avanço da idade, o que reforça estudos anteriores sobre a efetividade dos imunizantes da Astrazeneca e Conoravac. No estudo atual, a efetividade com a Coronavac na prevenção de casos graves entre indivíduos com mais de 80 anos foi de 29,6%, número muito inferior ao estimado para os idosos de 60 a 79 anos (60,4%).

As estimativas de efetividade na prevenção de mortes foram mais altas entre os adultos com idades entre 20 e 39 anos vacinados com o imunizante AstraZeneca, com 97,9%. Esse índice também é elevado, de 82,7%, entre os indivíduos de 40 a 59 anos vacinados com a Coronavac.

A avaliação com o imunizante da Pfizer foi de proteção de 89,9% na prevenção de mortes no grupo etário de 40 a 59 anos, na maioria com a primeira dose. O estudo avaliou de forma conjunta indivíduos parcialmente e completamente imunizados e é a primeira avaliação nacional com este imunizante.

“A efetividade também variou entre as regiões (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul, Centro-Oeste) e o efeito de redução de efetividade entre faixas etárias mais longevas foi mais pronunciado no Sudeste e no Sul. Como esperado, a efetividade aumenta com a segunda dose, portanto é importante completar o esquema vacinal”, diz em nota o pesquisador Daniel Villela, coordenador e um dos autores do estudo.

A pesquisa utilizou as bases de dados do SI-PNI e SivepGripe e contou mais de 66 milhões de registros no total, incluindo vacinados e casos, e 65,8 milhões de registros de vacinados, com uma dose ou esquema completo.

Ao analisar adultos com esquema completo de imunização, os valores estimados de efetividade da vacina Astrazeneca apontam que a prevenção de casos graves e óbitos está entre 80% e 90%. A depender do grupo etário, esse percentual pode superar 90% de eficácia. Para casos graves, a efetividade é um pouco menor: 79,6% no caso dos idosos de 60 a 79 anos e 66,7% para aqueles com mais de 80 anos.

Valores de efetividade da Coronavac, também considerado o esquema completo de duas doses, para casos graves e óbitos, estão na faixa entre 70 e 90%. Por outro lado, a estimativa para casos graves ficou no patamar de 58,4% mesmo entre adultos de 20 a 39 anos. Esse valor chega a 60,4% para idosos com idades entre 60 e 79 anos e 29,6% para idosos com mais de 80 anos. Ao avaliar óbitos, a efetividade foi igual a 45%.

A efetividade da vacina da Pfizer é de 80% a 90% com imunização parcial, ou seja, primeira dose, para adultos jovens (20 até 39 anos e 40 até 59 anos). A efetividade com o esquema completo não foi avaliada porque o número de pessoas com esquema completo foi pequeno em consequência do período analisado e a entrada mais tardia deste imunizante no plano nacional de imunização.

Fonte: Valor Invest

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